domingo, 24 de fevereiro de 2019


O texto que se segue não é da minha autoria, mas a (pequena) autora pediu-me para publicar. 12 anos de Mulher.(Não corrigido.)



"I am sitting in my sofa with my computer so I can write but I wonder… what it would be like to have to sit down and type/write on a typing machine.
The 2000s and 2010s generations have been so privileged compared to the past ones that we don’t even notice that. Children today are practically born holding a smartphone or a tablet. Is this really how we want to raise them?
I am a supporter of teaching to kids how life was in the twentieth century. The knowledge people had was minor then it is today, which was an issue. Today we are raised to believe things which we never even considered to be truth in the past decades.
In a time where women didn’t go to school and didn’t have the education they deserved, men were the ones who ran the world, which showed later to be catastrophic.
One can even ask himself sometimes: if women were in control instead of men would WW2 have existed? Would there any war have existed?
I am not saying that women aren’t violent because many of them are but surely the world would have been different. Would men still go to war if there was one or world they be the ones staying home with the children and women would defend their country.
The girl of today is privileged because she can vote and can do a whole other group of things that in the past wouldn’t be allowed. She can only do it because her ancestors fought for her to have a good future.
What about boys? Do they have consciousness that their ancestors were the ones that obligated women to fight for their rights? Do they learn that and know it was wrong and it still is, or are we repeating history itself once more?
There weren’t many resources in the last centuries for people to have a decent education, only if they were lucky enough to have one. So humankind ignored all kind of knowledge once it was offered. I fear to say that they were afraid of it.
This is why education is needed. This is why our history books and manuals must change. This is why our world will hardly ever change.
We are doomed to repeat history. We are not taught history well enough for us not to commit the same mistakes we have made in the past.
But can we change it? Can we prove ourselves different?

-Susana 2019"

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Dá-me a tua paz
passa-me a tua energia
faz-me enfrentar os medos
tira-me os receios das consequências
que o teu sal me salve dos olhados
que a tua ondulação me embale a tomar atitudes
ensina-me a tua persistência
a tua imensa presença
o amor com que a envolves supera tudo
dias mais calmos outros nem tanto
o risco é diário
mas a verdade está lá sempre
- és sempre tu.






quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Resultado de imagem para correria quotidianoPercorro ruas e ruelas, caminho e olho em frente, observo as pessoas e tento interpretar cada expressão, cada ruga, cada olhar. Entre corridas, telefonemas, sorrisos, conversas, há o silêncio que cada um carrega dentro de si. O que vemos por fora, mascara o que está por dentro dessa pessoa. Isso acontece sobretudo nas camadas média/alta da sociedade. Porque não mostrar o que se é, quem se é, como se é ? Os menos abastados são de facto aqueles que vivem na verdade. Na sua pobreza de bens, pode sobressair a sua grandeza interior sem intenção alguma de ofuscar o seu igual. Ao passo que os outros na condição oposta decoram-se exteriormente, sentem necessidade de não igualar o seu semelhante mas sim distinguir-se entre tantos que têm objectivos idênticos aos seus. Triste. É triste no mínimo que assim seja. As pessoas perdem aos poucos a noção da realidade, das prioridades, dos sentimentos e mesmo da ética e valores. E quando dão por si, no limite em que sufocam as aparrências e bens adquiridos a crédito, querem despojar-se de tudo e voltarem à condição inicial que roça a singularidade pura do "eu". Aquele "eu" em que todos somos iguais. Afinal, não nascemos todos nús ?


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Às vezes penso se pensas em mim. Se me lês ainda. Se dás pela minha falta, se te irrita o que digo. Sorrio. Precisamente por te imaginar irritado. Tenho muitos dias que não te lembro. Tenho dias de vento em que teimosamente caminho contra essa força. Tenho outros que nem o sinto. Talvez porque não sopre. O vento. Ouço os pardais e outros pequenos pássaros que não se misturam com os carraceiros e os corvos no jardim, e recordo os teus conhecimentos de tanta coisa na Natureza que admiro e não sei o nome. Tu sabes. Eu não preciso de saber o nome de cada coisa que admiro na Natureza para a sentir de forma avassaladora em mim. Serei por isso ignorante aos teus olhos ? Interessa-me mais sentir que falar. E muitas vezes sinto a tua falta. Nem que seja do que não tivemos porque assim tinha de ser. (Ter o quê ? )A tua crítica aguçada dava-me força. Assim como se picam as bestas antes de entrarem na arena. Que digo eu ... Estimulavas-me o pensamento, a curiosidade - coisa rara vinda de um macho. És daquelas pessoas com quem se pode partilhar o silêncio. Retomemos então. O silêncio. Até que se quebre. Assim, distantes.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Tanto que gosto da vida e de viver. E frequentemente sou obrigada a parar para aceitar o seu princípio e o seu fim. No mesmo dia, nasceu um bebé de alguém que me é próximo e faleceu o filho de alguém que conheço desde pequena. Filho mais novo que eu e como eu, filho único de uns pais que não voltaram a ser pais mesmo com outras pessoas. Como se suporta, como se ultrapassa a perda de um filho ??... No velório de um, de lágrimas nos olhos, enviava felicitações a outros. E pensava que estava ali uma mãe que vai passar o Natal sem o filho vivo. Uma mãe que continua viva mas com uma grande parte morta. E ao seu lado, num tormento enorme a perder forças, estava a futura mãe que carrega a esperança do prolongamento do seu filho falecido. Uma mãe que vai passar o primeiro Natal com um filho nos braços. Insólito, no mínimo. Incompreensível e doloroso ao máximo. O fim de semana cinzento antecipava o turbilhão de emoções de segunda feira...

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sábado, 17 de novembro de 2018

Hoje estou como o tempo: cinzenta, ventosa, triste. Resguardada no meu castelo longe da civilização de pensamentos idiotas, espero tranquilidade e fortalecimento de espírito. Ainda abalada por quem despreza adolescentes, sem os ouvir, negando-lhes o direito a explicação, marcando negativamente os melhores anos da sua vida, período que vivem e sentem intensamente cada momento... e a primeira imagem quando abro a janela é ver um pai de passo apressado arrastando uma menina de uns 2 anos pela mão, que fala arfando e mexe os pézinhos como pode na tentativa de acompanhar aquela pressa desmedida... O que se passa nas vossas cabeças ??? que revolta... não saio da toca, não. Farta de injustiças.

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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Ler faz falta. Faz falta a adultos e crianças. Sabendo que as crianças no seu processo de aprendizagem e preparação para a vida adulta imitam os adultos, devemos ser nós a dar o exemplo lendo um livro de vez em quando. E não nos limitemos a ler, partilhemos o que lemos trocando opiniões, fazendo analogias, etc. Ler, ajuda a desenvolver o vocabulário e a imaginação, dá largas à criatividade, possibilita o sonho e a compreensão da realidade, proporciona o conhecimento e desenvolve o interesse pelo aguçar da curiosidade. A leitura deve ser estimulada desde a mais tenra idade. O manuseamento de um livro com folhas grossas e fofas onde estejam impressas imagens chamativas acompanhadas da voz da mãe, dá a conhecer ao bebé um amigo para toda a vida: o livro. Ler é poder.
Esta é a forma como habituei os meus filhos aos livros. Como ninguém é igual, um adora ler, já o outro só lê um livro se for obrigado no âmbito de uma qualquer disciplina. Mas lê. Mas porquê esta conversa toda ? Porque fiquei chocada com a opinião de outros pais numa conversa sobre uma leitura obrigatória no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa, ou seja, a nossa língua materna. Foi dada uma lista de livros dos quais deviam escolher um para ler e apresentar trabalho no fim do primeiro período escolar. Quando fui informada do livro que tinha de comprar, já o livro tinha sido mais que pesquisado na net - trata-se de um policial muito conhecido com cerca de trezentas páginas. Convém dizer que estamos a falar da minha criança de 12 anos que gosta de ler. Seja como for, chocou-me os pais indignados porque os livros na sua maioria não têm imagens, "são só letras" e um, imagine-se tem "170 páginas!". Até pode ser difícil para grande parte de miudos desta idade mas eu vi a lista e há livros mais pequenos que os miudos conseguem ler com o incentivo dos pais. Agora, se ouvem os pais a dizer "coitadinho do meu filho, ler um livro sem imagens em época de testes", é certo que não vão ler nada. E os miudos nesta idade estudam na véspera, logo não são os testes que os impedem de ler umas páginas de um livro na cama antes de apagar a luz para dormir. Tem de vir detrás, tem de dar-se o exemplo, tem de ler-se histórias fantásticas às crianças desde cedo para que queiram aprender a ler por si. A leitura com imagens é para quem só "lê" bonecos ! A escrita tornada leitura é uma coisa sublime para quem ama e sente cada letra que junta a outras traduzindo estados de alma.
Leiam por favor. Estimulem a atividade cerebral sempre que estejam acordados.

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