quarta-feira, 30 de setembro de 2015



I thought I could fly with you
but your wings are not the same
can you dance that music
or just sing it to me?
I know you're tired
You fight every day for a long time
Nobody seems to care
the pain you feel
but we care
I understand because I know you
you pray for a better life
even life to be with the Lord
you're waiting your turn
Please do not go yet
stay a little, hug me again
your hug brings me peace
you will always be in my mind
helping my heartbeat
to love everyone as you did
makes me a better person
with no evil within
let me be as you are
Miss you Much...
Nespresso... what else ?

O começo de um novo dia pode condicionar a nossa maneira estar no decorrer do mesmo.



terça-feira, 29 de setembro de 2015

As praxes preocupam-me. Revoltam-me até. Gostei de ser praxada no meu tempo pois foi um ato correto, negociado, que não me prejudicou em nada. Como o curso era diurno e a meio da manhã tinha de sair para o emprego (perdendo o resto das aulas), consegui que não me pintassem nem interferissem com o horário laboral e sempre que entrava na universidade, colocava um letreiro ao pescoço que me identificava como caloira numas palavras menos felizes.
Não sei de facto o que a maioria destes estudantes que praticam praxes violentas entendem por "ser estudante universitário". A meu ver, um estudante universitário, é uma pessoa que trabalhou, que se esforçou para atingir um objectivo, que tem capacidade para aprender e quer fazê-lo para que tenha um futuro melhor, mais desafogado. A entrada nesta nova fase deve ser um momento feliz a recordar por bons motivos. Não entendo, não consigo compreender, que estes jovens que serão o futuro da nação consigam praticar praxes a futuros colegas, assentando numa base de álcool e humilhação, colocando em risco a integridade do seu semelhante. Como se é capaz de pedir a alguém de 17/18 anos que cave um buraco onde será enterrado (até ao pescoço) ?? Para que se obriga alguém que não bebe álcool a ingerir bebida que o contenha ? Não terão noção das consequências ? Por amor da santa... ! depois de tantas histórias que já vieram ao conhecimento público... como é que uma mãe fica descansada ao saber que o filho vai ao encontro de uma situação de risco ?
Mas felizmente há locais que já fazem praxes de louvar. Ainda  há pouco tive conhecimento de um grupo de caloiros que foram apanhar batata num campo onde a máquina passara e, naturalmente, muita batata fica para trás por ter medidas inferiores ao calibre estabelecido. As toneladas que conseguiram juntar foram encaminhadas para o Banco Alimentar (ler a noticia). Outros, andaram a pintar uma igreja que precisava de recuperação. Isto sim, são praxes como deviam de ser todas, ajudam quem precisa, aprendem o valor da solidariedade, ninguém sai prejudicado e ficam com uma história diferente para contar.
Os nossos jovens têm falta de hábitos saudáveis. Pois. E de exemplos saudáveis também. Tudo tem influência no comportamento e na lucidez com que se opta por certas atitudes. Responsabilidade precisa-se.
Gosto de pessoas. Fascinam-me. Cada cérebro, um desafio. Cada cabeça, sua sentença. O que se pensa agora pode mudar dentro do mesmo minuto, dependendo das influências, do fio condutor e de tantos outros fatores. Há pessoas flexíveis de pensamento, mentes abertas que se adaptam, que aceitam opiniões contrárias, que chegam mais além porque ouvem pensamentos que completam os seus e formam uma ideia maior e melhor concebida, com mais elementos desconhecidos até então. E depois há um grupo de pessoas teimosas e quadradas, de circuitos fechados, com vértices no lugar de olhos e sem visão lateral. Chega a ser caricato a maneira branda com que lhe expomos determinado assunto, mas como já têm a sua ideia pré-concebida dentro da caixa com aquela medida que não pode mais crescer, se o assunto for maior do que a caixa, morreu !! Não aceitam, não ouvem, não fazem nada, só esbracejam e fazem figura ridícula, só se ouvem a si mesmos. Estas pessoas sendo saudáveis, só merecem o meu esforço até certo ponto. Depois, parto para outra. Não tenho paciência para quem não argumenta de forma válida. Regridem em vez de evoluírem. São individualistas, têm uma necessidade extrema de concordância dos outros em relação à sua pessoa, de mostrar algo fictício para obter estatuto, não aceitam derrota ou qualquer erro que lhes seja apontado, invertem o sentido e vitimizam-se culpabilizando terceiros pelos seus próprios erros. E acabam por sofrer verdadeiramente porque vivem em permanente luta contra o mundo que lhes parece sempre contra si. O mundo é o mesmo para todos, mas somos todos diferentes embora todos iguais.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Inventar atividades para ocupar o fim de semana ou simplesmente aproveitar as existentes nas vilas vizinhas, areja-nos a cabeça e na maior parte das vezes faz-nos sentir o verdadeiro peso de segunda-feira... É frequente os meus amigos não compreenderem porque prefiro a quietude do lar à barafunda das saídas noturnas. Sou uma pessoa diurna que gosta de se levantar pelas sete da manhã, tendo de dormir cerca de oito horas para que funcione razoavelmente bem dentro das minhas capacidades. Nesses encontros o que sobressai é a amizade, as conversas (quando nos conseguimos ouvir...), rever quem não se vê há algum tempo. Tudo o resto é treta. Que me interessa a mim "quem andou com quem" e outros assuntos que não me dizem respeito ? E o ambiente frequentemente adensado pelo fumo de tabaco e saturado de olhares esfomeados cansa-me a beleza,  (eh, eh, eh). E assim, prefiro a renovação de terra nos vasos do quintal lá de casa, um trabalho na máquina de costura cuja cadência da roda me isola de cobiças, umas horas de pintura que me enchem a alma de sonhos, um passeio com a cadela para ouvir os pássaros, ou assistir a algo na televisão em família, ou ir para a cozinha fazer bolachas com os miúdos, ... há tanta coisa para e por fazer ! Este fim de semana que passou foi cheio, foi bom, por isso a segunda feira está pesada, chata, difícil, com sono e meio desorganizada. É que para se estar na eira não se está na ribeira, não é ? Vejam um pouco do que vi em Moura, Alentejo.





E no meio de tanto calor, descobri um cantinho tão fresco...


O fim de semana terminou com um excelente jantar à luz da lua cheia mas a tarde foi passada entre gentes de outros tempos...



Gosto muito de estar com amigos, mas aproveitar a família é para mim fundamental. Gosto de sair, de passear mas a minha casa é o meu refúgio e gosto muito desse aconchego que me acalma e dá alento.

domingo, 27 de setembro de 2015

Bela em qualquer ângulo, a nossa Sagres !


Já a visitei várias vezes e sempre me deslumbra. O brio e simpatia da tripulação, a limpeza, a organização. Admiro muito quem se faz ao mar. Por muitas razões.


Linda, até de noite !


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

A grande caminhada da Vida XII



Alice acordou depois de um sonho e respirou de alívio. Pela primeira vez consegue saber um nome. Sem saber explicar como ou porquê, Alice perguntou-lhe como se chamava. E ele respondeu: "Vitor". E foi a partir desse momento que ela controlou o rumo do sonho e conseguiu sair ilesa e acordar. Foi preciso tocar-lhe no coração, foi preciso recordá-lo de algum sentimento para que agisse humanamente e repensasse as suas atitudes. Vitor apenas estava carente e com problemas, precisava de atenção mas no sonho de Alice não escolheu a melhor maneira para a cativar. De repente o cenário fechou-se quando o encontro ocasional se deu. O desespero de Vitor por alguém que o escutasse traduziu-se na força com que segurou o braço de Alice. Assustada implorou que a largasse, sentindo-se encurralada ao mesmo tempo que soltava gritos inaudíveis. Perguntou-lhe o nome e isso bastou para que caísse na realidade. Felizmente Alice teve poder suficiente no subconsciente para alterar a situação e conduzir Vitor para um lugar seguro onde pudessem conversar. Alice acordou sem saber o que o atormentava. Anseia agora pela hora do sono.