quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Lady Gaga não levava soutien vestido...



Como é que isto pode ser notícia ? Qual é o problema ? tem uma t-shirt vestida não tem ? Vestimos soutiens para agradar aos outros, a quem nos vê ? Ai, ai... se não fossem os flashes ninguém reparava na liberdade feminina de Lady Gaga.

Eu pessoalmente prefiro o estilo wonderbra mas em férias, fins de dia, fins de semana simplesmente não uso ! é como os sapatos, depois de uma dia inteiro com os pés formatados quem não gosta de os largar assim que chega a casa ? Serei anormal ?
Se quiserem ler um pouco sobre essa peça que acomoda o peito das mulheres que se tornou numa indumentária sexy e indispensável para muitas mulheres, aqui vai A origem do soutien


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Apontamentos de Amor


Ainda sinto as tuas mãos a revolverem-me o cabelo, puxando a minha nuca para que beijos sôfregos trocássemos ali sob as estrelas. O ar selvagem e livre que o cumprimento dos teus cabelos imprimia à tua imagem, deixou-me louca, invadida por um desejo incontrolável de me deixar levar pelo teu espírito bem mais jovem. Como um hiato, um corte no tempo, aquele tempo foi só nosso porque proibido pelas mais diversas razões. Surgiu do nada depois de um encontro casual, após crescimento acompanhado à distância durante anos. Estavas um homem feito, apetecível, atraente e já com vasta experência. O que nos divertimos com isso !... E assim, como que pré-definido, decidimos sair do espaço noturno que já nada de novo nos oferecia, face ao (re)encontro inesperado. Ninguém nos esperava, nada de importante nos impedia, não éramos estranhos, ambos maiores de idade, e fomos. Fomos desfrutar da boa temperatura daquele início de Verão que se fazia sentir. A lua caminhava para quarto crescente mas ainda muito no ínício. Parei o carro, deitaste delicadamente a cabeça no meu colo e ficaste a olhar as estrelas... Só me veio à cabeça uma questão no momento "onde é que um fulano da minha idade ía perder tempo com estrelas ?". E foi aí que pus de parte o meu lado maternal e vesti o lado de mulher segura que sabe o que quer. Os teus olhos brilhavam perdidos no infinito e eu perdi-me de amores por ti. Até hoje guardo essa imagem bonita de ti, de sonhador que ainda és, de charme que sempre mantiveste. As carícias subiram de nível e como pequenas faíscas incendiaram os corpos quentes em que as mãos soltas, procuravam saciar aquela vontade de... Fui madura o suficiente sabendo controlar a situação. Por isso ainda hoje somos amigos. Ainda hoje guardamos este nosso segredo. Ainda hoje quando trocamos o olhar, sorrio por dentro certa da decisão tomada nessa noite.



Sou galinha do campo. Sim, das que não querem capoeira. Fiz um ninho abrigado para criar os meus pintos mas deixo-os esticar as asas de vez em quando. Sabem que quando quiserem ou precisarem, podem voltar para baixo das asas da mãe. Sou galinha do campo, sim. A carne já é dura de tanta pedrinha comer, de tanto bicharoco bicar. A ser morta para canja, evaporaria a água antes da carne ficar tenra ! Apanho sol, suporto a chuva, os meus pés grossos ficaram. Poucos espinhos me atravessam. Aprendi a enfrentar predadores e por vezes a fugir. Não quero capoeira nem poleiro, gosto do terreno plano. E assim vou vivendo, cacarejando entre cada escolha de grãos, ouvindo outros seres, sentindo o vento no corpo, abanando a crista de vez em quando. E não me tomem por parva. Será mais feliz a galinha de aviário igual a todas as outras e com um espaço tão limitado ? Segue tendências, não tem escolha, nem galo conhece !



terça-feira, 2 de agosto de 2016

Ainda no outro dia li que mais importante do que saber para onde ir, é saber para onde não queremos ir. E é isso que a vida nos vai ensinando. Saber para onde não ir, saber o que não queremos mesmo que não tenhamos a certeza do que queremos. Lembro-me de aos 15 anos ter de decidir a área de estudo a seguir e foi uma decisão tão difícil. Mas já nessa altura eu sabia o que não queria e foi por aí que escolhi a área de estudo a seguir. Da mesma forma tenho impulsos de progressão na carreira mas isso implicaria mudança de local de trabalho e uma série de consequências que teria de suportar.  E não, não quero essas consequências que se estenderiam pela vida a longo prazo pois seriam mais negativas que a própria progressão. A vida é feita de escolhas. Escolhas de caminhos. Uns irão dar a planícies solarengas, outros a precipícios sombrios. Nem sempre conseguimos antever o melhor caminho e por isso é preferível arriscar do que ficar sem decisão. Enfim. Muito se poderia falar sobre caminhos escolhidos e suas consequências. É sobre a reflexão das escolhas passadas que tomamos decisões sobre as escolhas futuras. E sabem o que escolhi ? Viver. Em paz com o mundo. Cada vez mais no silêncio. Escutar mais, falar menos. Recolher-me na harmonia da minha casa como que para desintoxicar, limpar o espírito, cultivando a leveza do simples respirar. Apreciar cada vez mais a Natureza. Sorrir ao próximo, aceitar o que vier, decidir depois. Escolho o Amor, o verdadeiro Amor. Aquele que vem pelo que és, que te valoriza, que te deixa o coração e a mente em paz, que está sempre ao teu lado mesmo que longe. O Amor que não exige, que não espera, que ama simplesmente. Um Amor de partilha constante em que um é a extensão do outro. Se não for assim... não quero!Ah... e tem de ser sincero e livre de outros amores idênticos.

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terça-feira, 19 de julho de 2016

Pokémons...

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Que é da Humanidade ? Onde está a chamada inteligência, a razão, o poder do bicho homem, o que o distingue dos outros animais ? Como é possível entregarem-se a jogos deste tipo em que não tiram os olhos do ecrã do telemóvel que os leva por essas ruas e estradas, à procura de algo virtual ? Ligam os dados móveis excedendo custos, são conduzidos por GPS, são localizáveis portanto via NET e lá vão caçar Pokémons como se não existisse realidade suficiente para entreterem essas cabecinhas de neurónios alterados. É que nem reparam no que interessa verdadeiramente, como algum mendigo no chão ou um carro que circula na sua direção, ou um piso menos bom, ou a mulher que está a dar à luz na cama ao lado ! (esta foi o momento alto da minha pesquisa) Onde estão as prioridades das pessoas ?... e não me venham com histórias que "pelo menos este jogo electrónico não cria sedentários"!... Não ! Cria egoístas que empatam o trânsito para caçar um Pokémon no meio de uma rotunda não se preocupando com o que transtorna os outros à sua volta ! Cria humanos telecomandados que se esquecem que têm poder de escolha ! Como diz uma amiga minha, estupidifica perigosamente este mundo onde não se dá o verdadeiro valor à vida !
As palavras abaixo pertencem a Lourenço Medeiros, estão no Jornal Expresso e concordo interiramente com elas:





segunda-feira, 18 de julho de 2016

Calor. Muito calor. Férias sem descanso absoluto como tanto desejaria. Afazeres, burocracias a resolver, prazos para cumprir... A temperatura da água estava no ponto e o tempero salgadinho como convinha. Tanta gente na praia e à noite na rua. Não conhecia ninguém e no entanto pareceu-me conhecer todos. Aquele ambiente familiar de famílias mais ou menos numerosas, todos com problemas idênticos. E senti-me ao mesmo tempo, como se estivesse numa qualquer outra praia em qualquer parte do mundo, pela variedade de línguas que os meus ouvidos detetavam. No fundo, eram quase todos portugueses, mas a língua mãe é falada no país para onde emigraram e por cá perdem-se a falar a língua que foram obrigados a desenvolver para vingar profissionalmente em busca de uma vida melhor. Mas os hábitos são os nossos. E à noite deixam-se levar pelo som de um acordeão de toca o "Corridinho" no largo da fonte. E vêm com algum esforço financeiro passar este tempo santo na praia com toda a família para matar saudades do clima, do mar que é nosso, do sol, das sardinhas e envergando o calção de banho de lycra lá mergulham na onda que rebenta e os enrola até baterem com as costas ou a barriga na areia e sairem de lá todos vermelhos mas sorridentes (porque dominaram a situação !) enquanto as esposas os vigiam orgulhosas. Admiro muito estas gentes que se mobilizam, que se arriscam, que se aventuram a partir para fazer vida noutro país sempre a pensar que "um dia" voltam. Será mesmo ? Para onde? Para quem ?
O país devia preparar-se para reintegrar todas estas pessoas tão capazes, tão lutadoras pelos seus sonhos, não sou ninguém de voz ativa mas prevejo que muitos dos nossos emigrantes vão voltar brevemente a Portugal. E devíamos recebê-los da melhor forma e criar condições para que não saiam mais.

quarta-feira, 6 de julho de 2016