quinta-feira, 29 de janeiro de 2015





Pois não. Também acredito nisso. E o que ainda me perturba mais é o facto de haver almas que façam o que fizerem, aconteça o que acontecer nós temos necessidade de estar em permanente sintonia com essa alma. Mesmo que não estejamos na sua presença ou que nem comuniquemos com ela, temos de a saber em paz para estarmos em paz. Haverá relação com vidas passadas ?! é que se torna inexplicável... Há aquelas pessoas que conhecemos e não voltamos a ver, e nem nos custa. Acrescentaram-nos algo e nós a elas. Houve troca mas a coisa ficou por aí e seguimos a nossa vida. Mas há outras a quem não conseguimos virar as costas. Há como que uma ligação eterna, estranha, boa, impossível. E é assim que nos tornamos responsáveis pelo que conquistamos, pelo que cativamos todos os dias um pouco. E vice-versa.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Tenho saudades
Saudades de ti
Do que não foste
Do que não tivemos
Procuro e não te encontro
Imaginei-te
Criei-te
Não te vejo, não te sinto
Se não existes porque te amarei ?
Porque existo eu ? Porque te sonho e desejo ?
Meu anjo…
Promete que me encontras num dia que esteja distraída e me acordas com um beijo…

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015


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Perguntou-me se achava que “o medo é um bom professor”. Impus uma pausa no que estava a fazer. Pensei por breves segundos. Recordei os meus medos de criança rapidamente. O medo do escuro e do monstro debaixo da cama. O medo de me perder dos meus pais ou que alguém me fizesse mal. O medo da morte. Pensei nos medos de adulta, quase os mesmos mas com perspetivas diferentes. O medo de perder o emprego equivale ao do escuro, ficaria à toa por uns tempos até dar com alguma “parede”. Os monstros existem embora disfarçados e não estão debaixo da cama, aparecem nas esquinas da vida quando menos esperamos. Continuo com medo de perder os meus pais e quem de mim depende. Da morte… ela é inevitável, não há que ter medo. Mas não foi o medo que me ensinou alguma coisa. O medo é uma sombra que se instala no pensamento e que começa por criar ansiedade, evoluindo para o medo que poderá transformar-se em pavor ou fobia. O medo não é inato, é adquirido. E leva inevitavelmente ao fracasso. Mas o fracasso deve ser aceite como experiência que integra a evolução de um qualquer processo. O medo tem de ser abandonado para permitir o fracasso acontecer sem receios. Está em nós o poder de evitar o medo, realizando os desejos do nosso coração, contrariando o que nos causa essa ansiedade. O medo normal pode ser bom para evitar situações de risco extremas, mas o medo anormal é mau e destrutivo tanto física como emocionalmente. O medo é incapacitante, retira-nos esperança, tolda-nos a criatividade, paralisa-nos a curiosidade. O medo faz parte de um tipo de mecanismo de aprendizagem, mas também evolutivo de sobrevivência da espécie, e do indivíduo particularmente. Ao enfrentarmos o medo, ficamos mais fortalecidos e corajosos. Se o medo é um bom professor ? “Não”, respondi sem lhe dar quaisquer explicações. “Eu também acho que não, mãe” – e lá foi ela, leve e fresca, sem medos, afinal só queria confirmar a sua convicção.

domingo, 11 de janeiro de 2015



Há por aí muito boa gente que se diz moderno e tal e que acabam por negar as suas próprias origens, coisa inadmissível ! É nas origens, no nosso passado, que está a nossa verdadeira essência, o começo do nosso ser, a base do adulto que somos hoje. E o caminho percorrido até à data, da mesma forma não deve ser desvalorizado. O total é a soma das partes - é e sempre será ! Por isso, quando ouço alguém dizer "já passou, não interessa" ou "faz parte do passado é para esquecer" fico a pensar que essa pessoa vive a vida superficialmente e mente a si própria. O passado não só justifica o presente como prepara o futuro ! O meu passado terá sempre consequências no futuro assim como o de todas as pessoas. Por isso mesmo, vamos compreender o passado para não repetir erros no futuro. Não façamos aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem. Não neguemos um passado que poderá instalar a dúvida num caminho potencialmente feliz. É bom adormecer tranquilo, sem fantasmas a atormentar pensamentos. Não sabemos o dia de amanhã, e isso é uma benção ! Sejam felizes !

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Ainda não falei do Natal, esse período mágico que toca a todos. Sim, todos. Uns mais que outros, evidentemente, e por razões muitíssimo diferentes. É frequente ouvirmos dizer que o Natal é das crianças. Não. Discordo. O Natal é de e para todos. O Natal é luz, é reflexão, é renovação, amor, reunião, é aprender a esperar, é dar, doar, partilhar, é reconhecer o outro em nós e reconhecermo-nos no outro. É parar para pensar no que vale apena, sem nunca parar... O Natal é a família independentemente de haver ou não laços de sangue. É olhar A estrela e manter a esperança num amanhã melhor. É saber dar os passos corretos no caminho da espera para a renovação de perspetivas que acontecerão no momento certo. É acolher o futuro nos braços com a certeza de que se optou pelo caminho melhor, aceitando as suas consequências. É amar sem precedentes. Amar o cão , o gato, a vizinha, a senhora  da caixa do supermercado, o senhor que todos os dias dá a sua voltinha com dificuldade amparado na bengala... Quantas pessoas passarão esta quadra absolutamente sozinhas ? Não estou a falar dos apelidados "sem abrigo", falo dos "com abrigo" mas sem afeto. Bastaria muitas vezes um sorriso para que a Luz lhes aquecesse os corações e acendesse as esperanças. Uma palavra. Um mimo. E quantos haverá que mesmo rodeados de gente se sentem isolados ? Cada caso é uma história de vida única. Devíamos de ter capacidade para detetar cada caso e, coragem para fazer chegar o Natal a todas as almas. Sim, é preciso coragem para enfrentar os medos e fantasmas  residentes nessas almas carentes de luz. Vamos lá ? Feliz Natal para todos !

domingo, 14 de dezembro de 2014

Há tanta coisa que não se explica, que não se consegue explicar, porque não tem justificação ou porque não sabemos se é real... e se no sonho podes acordar, na realidade basta um movimento e a direção altera-se completamente. Então decides-te pelo sonho, e voas aproveitando todo um céu infinito onde o vento toca a música do coração e os anjos dançam para ti !

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Possessividade. Dependência emocional. (Sempre a dualidade… porque fui nascer sob o signo de Gémeos ?)
Primeiro que tudo temos de meter uma coisa nas nossas cabeças de uma vez por todas: ninguém é de ninguém ! Nem mesmo os filhos são nossos. Nós, mulheres, parimos os filhos para o Mundo. Não são nossa propriedade. Os meus não estão na minha posse, estão na minha guarda. Toma conta deles, cuido deles, encaminho-os e preparo-os para a vida o melhor que posso e sei. Tenho um sentimento de pertença indiscutível por eles mas são livres.
Da mesma forma se pode falar noutras situações relacionadas com sentimentos e que frequentemente as pessoas tendem a confundir com “posse”. Uma amizade, um amor, uma relação entre duas pessoas que se entendam como casal não pode reger-se pela possessividade, pois pode pôr em causa a liberdade do outro destruindo a confiança e tudo o mais. Os indivíduos presos a um sentimento de possessividade tendem a interiorizar uma dependência emocional crescente que torna a relação doentia e sem futuro. A liberdade de um, começa onde acaba a liberdade do outro.

 Se não conseguirmos ser nós próprios sem a ajuda de outrem, não conseguiremos ser a ajuda que outro precisará. Para isso temos de encontrar o caminho, o nosso caminho. Desprovido de sentimentos de posses e sem quaisquer dependências emocionais. A treinar !