domingo, 22 de junho de 2014

Mais uma vez, o tempo ensina-me a viver. Tomamos decisões pontuais na vida, pensando que conseguimos mudar o destino. Mas não. O destino é isso mesmo - está traçado. Não adianta querer mudar de um dia para o outro. Temos de saber interpretar os sinais, saber esperar o momento certo, conhecer a deixa para entrarmos em cena. Há coisas que não dependem de nós, embora possamos contribuir para o seu andamento. As burocráticas funcionam unicamente pelas chamadas cunhas, infelizmente. As que se relacionam com a saúde, dependem sobretudo do efeito do tratamento ao longo do tempo. Há sempre uma série de condicionantes para tudo o que pensamos que vamos resolver -  e não resolvemos. Não estamos sós. Existem outras cabecinhas pensantes. Há quem ajude e quem atrapalhe. É esta vontade de fazer acontecer que me empurra para a frente e me faz parecer que outros se encostam e ficam no deixa acontecer, deixa andar... e custa-me ter de entrar nesta inércia desmedida. Fazer o quê ?!Ttenho de esperar que a maré mude, pode ser que o vento sopre a meu favor. BAH !

terça-feira, 3 de junho de 2014


É com as mãos que trabalho. Através delas me exprimo. Ou moldo, construo a vida. É com elas que transformo simples ingredientes em poções mágicas fantásticas na minha cozinha. Nunca esquecendo o ingrediente fundamental: amor, pois sem amor a comida fica sem gosto. É em primeiro lugar com as mãos que toco as coisas, que as sinto, que as tomo como parte de mim. Antes mesmo de desenhar algo, tenho de tocar o modelo para sentir o seu movimento, a sua forma, para que entre em mim pelo tato e possa sair depois pelo carvão. Assim trato o stress. As mãos que me ajudam a exprimir as palavras são as mesmas que dominam toda a agitação contida na alma. Por isso, quando estou em silêncio como que em estado de transe a misturar a palete de cores, o pincel não treme e o objeto tocado por ele ganha vida pela impressão de sentimentos únicos do momento. Há como que uma libertação, um alívio, um segredo encriptado que só eu entendo. Faz-me bem.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

"Na vida, nem sempre é a nossa vez de jogar. Por mais que você saiba o que fazer e esteja impaciente, as melhores coisas virão sem que você tenha feito nada para elas acontecerem. A harmonia entre Urano e a Lua Nova trará novas oportunidades."

Assim mesmo. Tal e qual. Há que saber esperar. Mas às vezes custa tanto. Principalmente quando ouvimos determinadas palavras que sabemos não serem verdadeiras e não podemos fazer nada. Simplesmente temos de esperar para que o tempo revele a verdade, a realidade escondida. E como é referido, as melhores coisas virão a seu tempo. Não é a minha vez de jogar. 

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Próximo investimento :)
Um dia inteiro com as palavras na ponta dos dedos para sair para o papel e o que saía era demasiado conciso e apaixonado. Não era isso que pretendia. Não era essa a mensagem a postar porque apaixonada estou sempre !
De repente, comecei a pensar num assunto que toca a psicologia e talvez incomode (a mim incomoda).
Há relativamente poucos meses fiz uma pequena formação sobre técnicas para falar em público. Foi divertido. Aprendi muita coisa mas a maior parte já todos usamos no dia-a-dia. Foi útil no sentido em que nos conhecemos melhor, conhecemos os outros ou pelo menos identificamos as técnicas utilizadas e aprendemos a "levar a água ao nosso moinho"...se formos bons claro. Não é tão fácil como parece.
Claro que esta menina (moi mème) não conseguiu fazer um discurso sério do princípio ao fim ! Pois - conseguiu animar aquilo em grande ! No entanto, em dicção, projeção de voz, condução do público e até mesmo postura, foi uma evolução visível e positiva. Mas deu para perceber que os storytellers são isso mesmo ! Como é que se programa chorar em público para tornar a estória (e não história) verídica e emocionar ? Ah pois é... não vou revelar. A questão que quero focar, é o facto de tudo isto estar na moda: o poder da mente, a psicologia num crescente exponencial adquirindo o controle de tudo. Através das palavras e pequenos truques de conhecimento de linguagem não verbal, consegue-se conduzir o outro. Estou a falar de indivíduos qualificados para tal ! Depois, a toda essa técnica aliam-se outras como a imagem. A imagem é o cartão de visita. A primeira impressão conta muito. Se for trabalhada para o efeito pretendido, construída, juntamente com as técnicas referidas anteriormente, o que temos ? Pessoas poderosas. Que mesmo sem carisma tornam-se líderes. Gente que receamos enfrentar. Dominam. São sinceras ? Não sei até que ponto... Cuidado. Depois não digam que não avisei...


Acontece frequentemente estas pessoas serem o oposto na sua vida privada, com carências sentimentais elevadas.

sexta-feira, 9 de maio de 2014


E lá estava ele, outra vez.
Na beira da estrada
Passei, como passo diariamente, e ele encostado ao cajado.
Olhar perdido na encosta da serra observando o rebanho.
Cabelo revolto, trajos humildes.
Quantas vezes invejo o facto de trabalhar ao ar livre com animais
E logo me ocorre que poderá desejar trabalhar como eu…
Que pensamentos vagueiam naquela mente
Que ambição será a dele
Que oportunidades terá

Será mais feliz ?

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Vazia
Sem conteúdo
Oca
Sem nada
Nem eco
Nada
Aquela inércia
De coisa nenhuma
Se fosse possível…
Mas não.
Sempre a correr
Com pressa
Saltando aqui
Caindo ali
Atropelando pensamentos
Esquecendo sentimentos
Para quê ?
Sentir o vento
O sol
Aquele segundo de 1º contato com o mar
Num mergulho gelado
Aí consigo abstrair-me
 De tudo
Mas é demasiado rápido a passar
Tudo volta
Que bom
Quero estar.