Só por curiosidade, se fizermos uma busca na net sobre "pessoas com rugas" o resultado é quase sempre como evitar /tirar/aligeirar rugas. Mas mesmo assim, consegui encontrar isto e achei muito giro.
sábado, 7 de novembro de 2015
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Hoje fui fazer um exame médico. Durante meia hora não entrou ninguém para qualquer gabinete. Ninguém foi chamado. Apercebi-me que o médico saiu e entrou várias vezes sempre com ar descontraído. Notei um ligeiro arrasto na perna direita, muito bem disfarçado na idade avançada que aparentava. Quando chamaram, entrou um paciente prioritário que por chegar em último lugar levou a que o senhor que estava depois de mim se insurgisse contra o mau funcionamento do serviço. Passaram 20 minutos sobre a marcação do seu exame. O senhor avisara na receção, do problema grave de que padece e ninguém lhe dera a devida atenção. Agora as técnicas perguntavam-lhe atenciosamente o que tinha a dizer e ele respondeu: “vocês é que têm de me dizer alguma coisa !” Tudo dentro do politicamente correto e boa educação, lá encaminharam o senhor para ser atendido sem mais demoras, obviamente depois de sair o outro senhor. A meu ver, este tipo de prestação de serviço pode ser melhorado. Não só respeitando a hora de marcação como também respeitando a condição individual do paciente. Cada caso é um caso. Cada pessoa tem um limite, um limiar de dor, de suportar esta ou aquela situação porque embora sejamos todos humanos cada um é único na sua condição física e mental. Um atendimento personalizado e individual fará as delícias dos pacientes, dos seus acompanhantes e dos prestadores de serviços pois todos terão a beneficiar. Quanto a mim, fui atendida em último lugar, sem qualquer problema ou ressentimento - era assim que devia acontecer. E o médico depois de me observar até disse: "vá descansada filha, não se preocupe". (Fofo).
Os nossos pequenos problemas de saúde só são enormes até conhecermos outras pessoas com problemas realmente graves. Ainda hoje de manhã, a minha tia adoptiva me perguntou como estava e eu envergonhada pedi desculpa por aquilo que ia dizer. É que as minhas preocupações são ridículas ao pé de todos os obstáculos com que ela se tem deparado ao longo da vida. Desde um carcinoma nos últimos 12 anos, a anos de violência doméstica quando era uma jovem esposa, passando por situações familiares complicadas de vária ordem, esta mulher continua a lutar, a sorrir, a enfrentar tudo, a vencer, e está sempre pronta para ajudar todos os que precisarem à sua volta ! E até ela ficou perturbada noutro dia ao falar com uma pessoa que - veio a saber - tinha problemas ainda mais complicados do que os dela.
Essas pessoas que por aí andam e se julgam melhores que toda a gente, deviam baixar a crista, ser mais humildes, pois a melhor maneira de enriquecermos é ajudando os outros. É preciso que nos demos aos outros de coração, como a minha tia. Acredito que é por isso que aguenta cada rasteira da vida, levantando-se sempre cheia de coragem. (No entanto, já a vejo muito cansada...)
E tenho outra tia :) assim também. Mas fica para outro dia.
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Esta forma que vês, desenformada de outra forma, é o meu corpo.
Este corpo desformado já formou o teu e o dele.
E desformou um outro que não se formou...
Mas o teu, preparado está para ser forma de outro(s).
Esta forma que vês, serviu estudos, sofreu e deu prazer.
Esta forma deformada, vive, sente, luta.
Sim, é como dizes minha filha, este corpo é como um livro,
tem escrito as marcas da vida e olhar para ele é ler o livro da minha vida.
Como sabes, nem todos gostam de leitura...
Este corpo desformado já formou o teu e o dele.
E desformou um outro que não se formou...
Mas o teu, preparado está para ser forma de outro(s).
Esta forma que vês, serviu estudos, sofreu e deu prazer.
Esta forma deformada, vive, sente, luta.
Sim, é como dizes minha filha, este corpo é como um livro,
tem escrito as marcas da vida e olhar para ele é ler o livro da minha vida.
Como sabes, nem todos gostam de leitura...
domingo, 1 de novembro de 2015
Lá fora chove
cada gota um pensamento
chuviscos de poesia
brilhando no firmamento
Para o vento
vem a saudade
toma o coração
invade a privacidade
Como música que embala
uma donzela formosa
qual dança que me encanta
me apraz misteriosa
Este ritmo tão constante
certinho e bem marcado
recorda-me outro tal
pouco mais acelerado

cada gota um pensamento
chuviscos de poesia
brilhando no firmamento
Para o vento
vem a saudade
toma o coração
invade a privacidade
Como música que embala
uma donzela formosa
qual dança que me encanta
me apraz misteriosa
Este ritmo tão constante
certinho e bem marcado
recorda-me outro tal
pouco mais acelerado
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