sábado, 10 de outubro de 2015

Gosto de ouvir esta música bem alto no carro enquanto conduzo ... e canto, bem alto também (vidros fechados!).

Died last night in my dreams
Walking the streets
Of some old ghost town
I tried to believe
In God and James Dean
But Hollywood sold out

Saw all of the saints
Lock up the gates
I could not enter
Walked into the flames
Called out your name
But there was no answer

And now I know my heart is a ghost town
My heart is a ghost town
My heart is a ghost town
My heart is a ghost town

Died last night in my dreams
All the machines
Had been disconnected
Time was thrown at the wind
And all of my friends
Had been disaffected

Now, I'm searching for trust
In a city of rust
A city of vampires
Tonight, Elvis is dead
And everyone's spread
And love is a satire

And now I know my heart is a ghost town
My heart is a ghost town
My heart is a ghost town
My heart is a ghost town

There's no one left in the world
I'm gunslingin'
Don't give a damn if I go
Down, down, down
I got a voice in my head that keeps singing
Oh, my heart is a ghost town

My heart is a ghost town
Oh, my heart is a ghost town
(Said, my heart)
My heart is a ghost town
My heart is a ghost town

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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Faz-me falta a tua prosa, e não percebeste ainda. Ou não queres perceber. Foi giro como nos "conhecemos", não sei nada de ti nem tu de mim, e no entanto houve alturas em que nos entendemos tão bem. E apenas por palavras, que é a meu ver a forma mais difícil de duas pessoas se entenderem. O que não dizias, tentava adivinhar, fazia "o filme" para logo a seguir deitares o cenário todo ao chão. Era bom, era um desafio constante, uma amizade que crescia (pensava eu...). Tudo tem a sua razão de ser. E por isso mesmo, como apareceste, desapareceste. Fico sem nada saber tal como não sabia. Dá me vontade de rir tudo isto e só por isso já valeu apena. Promessas, valem o que valem: nada. 
Há coisas na vida que precisamos de passar  por elas, transpô-las, atravessar mesmo. Depois é sacudir e seguir em frente sem olhar para trás. As vivências, as recordações, ficam connosco e o caminho faz-se de cara levantada para que os olhos consigam abarcar o chão e o horizonte, sem limitações.  Tudo vem na hora certa, às vezes não percebemos é porquê. Mas quando nos afastamos de nós mesmos e dos outros, vimos tudo mais claro porque noutra dimensão, e aí as peças do puzzle começam a encaixar. E tenho alturas que os meus pés mal tocam o chão porque o sonho me invade a alma. Está a vir à minha memória um poema que declamei parte dele em criança (essa criança que nunca quero perder)...


Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho

é uma constante da vida

tão concreta e definida

como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta

em que me sento e descanso,

como este ribeiro manso

em serenos sobressaltos,

como estes pinheiros altos

que em verde e oiro se agitam,

como estas aves que gritam

em bebedeiras de azul.



eles não sabem que o sonho

é vinho, é espuma, é fermento,

bichinho álacre e sedento,

de focinho pontiagudo,

que fossa através de tudo

num perpétuo movimento.



Eles não sabem que o sonho

é tela, é cor, é pincel,

base, fuste, capitel,

arco em ogiva, vitral,

pináculo de catedral,

contraponto, sinfonia,

máscara grega, magia,

que é retorta de alquimista,

mapa do mundo distante,

rosa-dos-ventos, Infante,

caravela quinhentista,

que é cabo da Boa Esperança,

ouro, canela, marfim,

florete de espadachim,

bastidor, passo de dança,

Colombina e Arlequim,

passarola voadora,

pára-raios, locomotiva,

barco de proa festiva,

alto-forno, geradora,

cisão do átomo, radar,

ultra-som, televisão,

desembarque em foguetão

na superfície lunar.



Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida,

que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança.




quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Paz.
Tranquilidade, tolerância, amabilidade, ocupação.
Sem ilusões, sem desejos nem pressa, em sintonia com o Universo, serena.
É assim que busco a felicidade. Mas sei também que a felicidade nasce de um agregado de experiências de vária ordem que nos preparam para a vida, fortalecendo-nos e permitindo uma visão cada vez mais clara de situações. Passagem por sofrimentos e menos calma são importantes para contrariar a zona de conforto e apetrecharmo-nos de bagagem para viagens futuras. E a maturidade (tanta palavra terminada em "dade") faz-nos exigir qualidade, em tudo.
Como disse Dalai Lama, "O culto da tranquilidade é um método extremamente eficiente para alcançar qualidade de elevada consciência".

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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Igualdade de direitos

A propósito de mulheres, de feminismo, machismo e seres que se acham muito machos, considerando-se superiores às mulheres, a propósito de gentes que se classificam modernas e agem como se estivessem no sec. XVIII, a propósito de comentários que li na net... e porque me deu preguiça de escrever sobre o assunto sobretudo quando vi escrito (e bem) tudo aquilo que me passara pela mente. Aqui vai o link

http://ladys.blogs.sapo.pt/

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Ontem  foi dia de São Francisco de Assis, patrono dos animais e ambiente. E foi dia da minha Mãe ! Estava feliz por completar mais um ano e isso deixou-me tranquila. Estivemos próximas, conversamos, rimos e ainda veio uma lagrimita ao canto do olho mas conseguiu evitar-se  a queda da dita. Falamos do presente complexo, das perspetivas de futuro, da vida, da morte, do que tem de ser e do que gostávamos que realmente fosse mas que a cronologia da vida tem uma ordem própria a ser respeitada... depois, logo se vê.


Enfim, lá fiz mais um bolinho ! Dá-me imenso prazer pensar e fazer os enfeites. Desta vez ficou assim !



sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Educar.
Deve ser das coisas mais difíceis a que me propus fazer na vida. Educar é uma extensão da minha condição de mãe, muito embora promova a educação um pouco por todo o lado. E para dar educação não tem de se ser mãe. Óbvio. Mas para educar, não chega saber o que é correto, há que praticar a dita educação para que sejamos um exemplo bem sucedido aos olhos de quem queremos que nos siga. E somo humanos, e erramos, e nem sempre temos os melhores dias... E depois não basta ter as noções das coisas todas ordenadas na mente porque quando as queremos aplicar na prática as condições podem não ser as melhores. Há interferências de vários lados e temos de ser juristas para além de educadores. Assumimos o policiamento da situação (quando por vezes apetece é fugir da situação), ditamos regras (quando apetece é pregar uns estalos a alguém - o que não resolveria nada), fazemos cumprir o castigo (uau, afinal somos poderosos!), saltam-nos valores e moralidade em palavras, exigimos desculpas públicas aos intervenientes afetados, e no fim estamos de rastos e revoltados porque se houve falta de educação é porque a educação que damos falhou por qualquer motivo. Sempre presente a necessidade de apurar onde está a culpa do falhanço. Porquê ?? Estou distraída ? Dei confiança a mais ? Permiti o que não devia ter permitido ? Fui enganada ? Chô culpa ! Cai fora ! A minha noção de educação é a que passo mas quantas pessoas ao meu redor têm outra noção do mesmo? Acho importante continuar com aquilo em que acredito e que me foi passado e é isso que tento passar aos meus descendentes. Como mãe mostro o caminho mas a escolha será sempre deles. E se hoje parece que não me ouvem muitas das vezes, tenho a certeza que algo lhes fica lá dentro e que será sabiamente utilizado. Também já tive a idade deles. Há dias melhores que outros e não é só para os pais, acontece com os filhos também. E como tudo, é a falar (com calma) é que a gente se entende. O amor pode tudo. É preciso explicar o erro para tentar evitá-lo futuramente. Trocar um beijo e um abraço depois de tudo esclarecido é importante.
O dia hoje, amanheceu mais bonito, mais tranquilo.