sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

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Sinto falta do teu colo. Sinto tanto a falta do teu colo que nem me lembro dele. Até me parece que nunca o tive. Mas tive. Saí dele há muito tempo (recordas-te?) Deves ter-me limpo algumas lágrimas mas não me ficou registado. Deve ser por isso que não consigo mostrar-te que também os meus olhos vertem sentimentos em forma de água. Palavras que tomam a forma líquida para se expressarem... E quando assim é, a conversa acaba rápido e viro costas. Tantos momentos que podiam ser partilhados e ultrapassados de forma leve e tranquila em conjunto. E nunca são, apesar das tentativas. Isto de se ser adulto não invalida a necessidade de troca de mimo. Pois claro que não ! Se até os bichinhos gostam... Até a minha cadela ontem me perguntou com os olhos (e lambidelas) como estava. Foi buscar brinquedos e apareceu por entre as minhas pernas a olhar para mim com aquele olhar doce. E mimou-me, disse "gosto muito de ti" como só ela sabe. E abracei-a com todo o carinho ! O dia melhorou naquele momento. Mas o que eu queria mesmo era o teu interesse demonstrado. Parece-me claro que te preocupas, mas pouco para a tua condição. E sinto muito. Queria colo teu mesmo já sem saber como é. Compenso-me com dois outros colos que juntos formam o meu Mundo - um Mundo de Amor só meu (que nunca irá ser como o nosso).




sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Conversas de adolescentes de 16 anos... (que idade tens ? - perguntas tu)


Mil Vezes Adeus
por John Green


Resultado de imagem para demenciaNão me deixa chegar-lhe. Parece-me não perceber todo o afecto que lhe tenho. Tudo o que não compreendi em criança, fi-lo em adulta e de uma maneira ou de outra arranjo justificação para quase todas as questões e dúvidas que me assolaram ao longo dos anos. Nunca se apercebeu de certas coisas. Certas palavras que me dirigiu com a maior  das naturalidades e ainda me marcam hoje, embora lhe perdoe. Ela não sabe que muitas das coisas que diz não aconteceram a não ser na sua imaginação que vai funcionando e produzindo histórias que repete, e repete, e repete... há dias com menos paciência e há outros com mais amor e compreensão pelos quais luto para que os dias sejam serenos. Os mais novos, educados, ouvem e contam-me para que lhe tire dúvidas. Algumas são embaraçosas. Porquê ?? Não percebo a abordagem de assuntos que nunca abordou pelo menos da forma como aborda agora. Mas não questiono verbalmente. Aceito e tento desculpar, justificar. Está a custar-me muito. Doi-me a alma não conseguirmos ter uma conversa com princípio, meio e fim. É que mesmo que aparentemente se consiga, horas depois tenho a confirmação que foi fictícia e como que algo se vira no sentido contrário e me afasta. Mas eu quero estar lá. E não estou a conseguir...


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Resultado de imagem para juntos à distância 
Embora à distância, tens facilidade em tocar-me. Não sei se por intenção tua ou permissão minha, mas a realidade é esta. Normalmente fazes-me rir. Outras, fico tão danada contigo que corto o acesso e juro que não volto a enviar qualquer tipo de mensagem para ti. Se quiseres, envia tu. E o tempo passa e desejo qualquer palavra. Um simples "olá" e um brilho nos olhos surge. Se não dizes nada... digo eu. Não sou capaz de ficar aborrecida contigo muito tempo. Nem tu comigo. Não escondemos nada e reagimos na hora. Não te quero mais hoje, mas vou querer-te amanhã. Amanhã não queres tu e fica para o dia seguinte. Ninguém se chateia. Ninguém se perde. Estamos juntos, à distância.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Resultado de imagem para viver... e ao ver-me depois de tanto tanto tempo ausente, olhou-me de alto a baixo subindo até ao cabelo retocado na véspera e disse: "mas será que andam todos cegos ?" e eu respondi "talvez seja eu que não quero ver..." A paz no coração tem-me sabido tão bem. Mantenho a paixão pela vida e pelas coisas boas que me fazem feliz. Nunca sabemos o que se vai passar no momento seguinte. É hora de viver, aproveitando e saboreando cada sentimento bom. Apenas isso, VIVER!

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018


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Não peçam pra uma mulher ser "equilibrada"
Uma mulher não veio a este mundo pra ser "equilibrada"
Uma mulher veio a este mundo pra sentir!
Sua natureza a obriga, no mínimo, uma vez por mês a olhar pra dentro, a questionar seu estado emocional, a avaliar o quanto está sendo influenciada pelos hormônios, pela Lua, pelo posicionamento dos astros, ou por aquela pessoa no trabalho que ela intui que está jogando energias nocivas pra cima dela faz tempo.
Uma mulher tem um pé no visível e outro no invisível.
Mesmo que não aceite, o invisível mexe com ela a todo instante. Seu lado bruxa pode ser negado, mas sempre está presente influenciando suas percepções.
Uma mulher não veio a este mundo pra ser "normal". Quando se obriga a isto, deprime-se, desenvolve síndromes que nada mais são do que sua alma gritando: "Pára de me aprisionar! Pára de desenvolver um papel! Você não está sendo você mesma!".
Uma mulher que não se aprisiona vai amar e sentir raiva um minuto depois.
Vai acolher e dizer adeus quando sentir que este é o caminho.
Vai ser pai e mãe. E, ah, vai rugir quando alguém se aproximar de seus filhos.
Ser "normal" não é pra mulher.
Deuses não são "normais".
Portanto, não peçam pra uma mulher ser "equilibrada". Uma mulher vai ser "equilibrada" somente quando se matar por dentro. Mulher é movimento! Mulher é éter! Quando você pensa que está aqui, ela já está lá, ela já se foi, já se transformou, a alquimia já se fez.
Mulher veio pra desequilibrar, desestabilizar, intuir, duvidar, verbalizar, confrontar... Ela não pode ser "normal". Ser "normal" vai sufoca-la!
Ela é anormal!
Ela é desencaixada!
Ela tem todo o Universo dentro dela... E dá à luz a todo instante...
Como pode ser "normal"? Mulheres não são de paz. Mulheres são de totalidade!
Mulheres não se tornam "Mestres".
Mulheres assumem a Deusa."

Texto: Nina Zobarzo