terça-feira, 1 de junho de 2021

 Tenho saudades vossas. Tenho saudades de toda a força, de toda a vivacidade que senti em cada texto que aqui escrevi. Quero voltar a ser aquela alma sensitiva que transborda vida pelos olhos, pelas extremidades do corpo porque a matéria que a suporta não chega para abarcar tanto sentimento. Quero voltar a ser eu, no verdadeiro sentido do EU, virada essencialmente para mim e para o que me faz sentir a vida !


domingo, 23 de agosto de 2020

 E cada vez mais sou um ser imensamente só, filtrando a vulgaridade de sentimentos com que me deparo, na expectativa de encontrar o meu igual.


quinta-feira, 23 de julho de 2020

Olá.
É por ti que venho aqui hoje.
O tempo continua a somar dias e tu ainda aqui vens para me ler, para me entender, para estares em mim e eu em ti. Que queres ouvir, ler, saber... tanto se tem passado. São tantos os momentos em que a vida me surpreendeu e surpreende, uns melhores outros piores. Há frutos que colhemos sem plantar, e esses são os mais difíceis de engolir. Mas eu até gosto daquele sabor adocicado e ácido da lima...no verão refresca, no inverno tempera molhos na cozinha; o ser humano adapta-se ao ambiente como o girassol que se ergue no sentido da luz, de tronco forte enterrado no barro. E vou à luta, embora mais ponderada mas agressiva. Gosto tanto disto, da vida, dos sabores, dos cheiros,das sensações, dos risos e dos olhares, dos beijos... como é que isto pode acabar um dia ? Porquê ?? Tudo o que começa há de acabar. Só há fim porque há princípio. A morte faz parte da vida. Tenho dias que quase a vejo a farejar alguém que amo mas logo faço ruído suficiente com toda a energia positiva que tenho em mim, e aquela sombra vai-se deixando a certeza da sua volta. Se o amor conseguisse ser tão forte que pudesse superar a força da morte o Mundo seria muito mais bonito e feliz ! Quimeras... Estes últimos 3 anos foram de um amadurecimento crescente para mim. E esta recente pandemia veio intensificar todas as relações verdadeiras e acabar com as falsas. Espero ser eterna no coração de quem amo ou amei um dia, como são todos os que me amaram e amei até partirem deste mundo, enquanto matéria, ou que partiram por qualquer outra razão mas que permanecerão para sempre em mim, no meu coração.
Queres, envia-me mensagem - falamos a sós.

Instante - 10 reflexões para viver mais feliz - Felicidade

domingo, 29 de dezembro de 2019

Para mim acabou.
Acabou tudo o que ficou para trás.
Ficaste tu, fiquei eu, ficou o que nos juntava e não voltará a juntar.
E fica este pseudo blog também e grande parte de memorias de momentos que me marcaram.
Andei sempre para a frente e agora ainda mais.
Decidi cortar radicalmente com certas coisas do passado pois preparo um futuro diferente.
Mudança.
Há que mudar quando não se está satisfeito.
Sou mulher de grandes decisões. Decisões estudadas, avaliadas em várias perspectivas até que chega o momento da decisão final.
Esse momento não é um momento, é um período de transição no tempo e está já a decorrer há uns dias.
Final de ano, final de década... Novo ano, nova década, novas oportunidades, novo rumo!
Novidades me esperam, desafios pessoais diários, adaptação a uma realidade diferente de tudo o que conheci...
Fim de ano, fim do blog.
Quem escreve, escreve para quem lê. Comunicação só existe quando a mensagem chega ao destinatário. Não havendo feed-back... não faz sentido continuar.
Fiquem bem, tenham um ótimo 2020 e seguintes !
Sejam felizes !

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

A vida é um projeto
um traçar e apagar de riscos
uma correção constante sem certeza da obra final

é um misto de emocões
um acumular de experiências que por vezes de nada servem
é uma tentativa constante de melhorar

por vezes preferimos os erros
a imperfeição
e sorrimos porque nos espelham

menos é mais
A felicidade faz-se com pouco
e torna-se tudo




sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Olá.
Há tanto tempo... pois é, a vida gasta-se num instante que passa sem darmos por ele ! Assim é o tempo que não chega para tudo. Tudo o que pensamos fazer, tudo o que nos vai nos pensamentos só cabe mesmo aí, nos pensamentos. E a cabeça não tem descanso nunca. Não, nem a dormir. Muitas vezes a dormir até se tomam boas decisões. Já me aconteceu. Mas neste momento nem a dormir tomo decisões, porque nem sonho ou se sonho não me lembro. E durante o dia todo o tipo de coisas me passa pela cabeça, esteja ocupada ou não a fazer algo. E acho que devo escrever sobre determinada ideia mas logo vem outra a seguir. E depois acho que são pensamentos impróprios para consumo imediato ou que são muito "fora da caixa" e que será melhor guardá-los para mim, para logo a seguir me rir desses mesmos pensamentos e dessa auto-avaliação. Neste preciso momento estou a ouvir música dos anos 70 através de headphones em altos berros para não ouvir nada do que se passa à minha volta. Estou farta desta gente que me rodeia. E hoje até é sexta-feira. O dinheiro está escasso. Os amores não abundam. Mas o tempo outonal que prevê a chuva está a deixar em mim um estado de alma apaixonada. Falta-me a boa companhia para um daqueles almoços regado com um bom branco a acompanhar um peixinho à maneira. Ao contrário, vou optar por um almocinho bem leve, uma caminhada e uma leitura no fim. Quase a mesma coisa. Fisicamente, é capaz de dar a mesma satisfação química. E rio-me disto tudo, porque gosto de rir, sou adepta da boa disposição, da gargalhada, de levar a vida com optimismo, se a vida me dá limões pois outros que bebam a limonada que eu aproveito para fazer um bolinho bem doce e um cházinho aconhegante ! Vejo tanta coisa triste, tanta vida errante e levada com sacrifício, tanta injustiça, tanta falta de amor... Tenho dias que fico quase doente, incomodada, magoada com a sociedade actual, levo para casa os problemas de quem não conheço mas que me emocionam, me tocam. E revolto-me e choro. Depois passa. E como que crio um mundo à minha medida, cheio de fantasia e coisas boas, quase uma bolha, um campo de proteção na medida do possível, e recuso-me a fazer parte deste sistema social corrupto e nojento. Desligo. Desligo da "aldeia global". Isolo-me. Mas o quotidiano está de tal forma viciado que sei que mais tarde ou mais cedo, se quiser manter os laços afetivos/sociais com os demais vou ter de ligar-me à civilização. Quem não aparece, esquece. E acrescento, quem não é amigo, é substituído. E ao mesmo tempo nada disto me parece estranho. Compreendo cada vez mais aquelas pessoas com mais idade que dizem não ter nada a perder, que ganham coragem para uma série de coisas sem se importarem minimamente com o que os outros possam pensar ou dizer. Estou a entrar nesse comboio. Até ao meu regresso. Ou ao vosso.