terça-feira, 9 de junho de 2015


Temos de os empurrar do ninho por muito que custe. Se não derem uso às asas, nunca saberão sequer planar contra o vento. E entorpecem os músculos. Há que aprender a voar para saber voltar ao ninho a qualquer hora. Foi lá que tudo começou.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

A grande caminhada da Vida

Alice, mais uma vez, sente que na sua caminhada tem de parar um pouco para descansar e refletir. Dá mais uns passos, ainda que vagarosamente, para logo se sentar um pouco naquele banco de luz. Senta-se e sente-se encantada. Deixam-na ficar só por instantes para que se abstraia da vida presente. Ao seu lado encontra um livro. Abre a capa florida e apercebe-se que é o livro do seu passado, o livro da sua vida. Alice consegue ler um período de 5 anos em que já era adulta. Lê e revê alguns dos momentos. Alguns apenas, pois muitos deles, até lhe custa a crer que foram de facto vividos por si, mas identificou referências importantes que provaram a sua envolvência. Riu com algumas coisas, emocionou-se com outras, compreendeu outras que na altura questionava. Mas sobretudo percebeu que morremos como nascemos. Nascemos com aptidões que desenvolveremos ao longo da vida ou não, está nas nossas mãos. Se nasces  empreendedor, assim serás pela vida fora. Se nasceres preguiçoso nada te fará alterar. Se o amor for o teu caminho, serás amado e saberás amar. Não adianta esperar que alguém se altere à imagem daquilo que pensas que a pessoa poderá ser um dia. Ou é desde o nascimento, ou não será nunca. Alice compreendeu os erros que cometeu. Sempre os mesmos erros com pessoas diferentes. Sempre os mesmos erros porque Alice é sempre a mesma e espera o mesmo de pessoas diferentes. Alice percebe agora que não tem de esperar absolutamente nada de ninguém. Não adianta esperar nem procurar. Alice é um peça de um puzzle incompleta de um único lado. Só uma outra peça encaixará em si. Com as mesmas cores. Dando continuidade à grande obra que será o puzzle de um conjunto de pessoas entre familiares e amigos e outras pessoas que se cruzam na sua vida. Alice respira fundo, fecha o livro e pousa-o cuidadosamente nas mãos de um anjo que entretanto se sentara ao seu lado, colocando uma asa à sua volta, aconchegando o seu coração. “Vai confiante” – disse ele. E Alice partiu, continuando a sua caminhada de cabeça erguida.

domingo, 7 de junho de 2015

No tempo que passa por mim
Passo o tempo sem ti
Sem ti passa o tempo bem devagar
No calor destes dias
procuro algures o teu olhar
desencontros sem retorno
fujo para o mar
E na areia escrevo
vezes sem conta o teu nome
para logo de seguida a água o apagar

sábado, 6 de junho de 2015


Aceitar a diferença enriquece-nos. Se pensa, ou é diferente de mim é porque teve outras hipóteses que eu não tive, ou não detetei. É comum achar que se é diferente não está correto, pois ao classificar como diferente é porque não é semelhante a mim, de acordo como que eu acho correto. Talvez seja eu que seja diferente. Mas lá porque pensamos de maneira diferente, não quer dizer que estejamos um contra o outro. Respeitar a diferença, tolerar a escolha, aceitar outra opinião, mais não é que amar o próximo. É da união das muitas diferenças que se faz o "todo". Ver a diferença como uma complementaridade é fundamental para acabar com mentes fechadas e retrógradas. Somos todos diferentes, somos todos humanos. Não nos deixemos limitar pois é a diferença que torna o mundo mais bonito e interessante.


quinta-feira, 4 de junho de 2015


Gosto de por aqui passar pela manhã. Toda a sabedoria do rio aliada às suas verdes margens transmite-me tranquilidade. As perguntas que faço no meu pensamento, normalmente têm resposta dada por estas paisagens que bem me conhecem.




Mas as de hoje... ficaram suspensas. A maré está baixa, foi dar resposta noutro lugar. Espero a maré cheia.

terça-feira, 2 de junho de 2015



É assim. E contra factos não há argumentos. Se aqui estivesses a falar comigo, enumerarias uma lista de argumentos para ires contra o que afirmo. E não seria só "porque sim". Seria porque está em ti veres as coisas sob várias perspetivas. Porque gostas de te colocares no verso, e descobrires o inverso colocando-o frente a um espelho. É a tua natureza, aliada a uma curiosidade esquemática complexa que no fundo traduz tudo num simples olhar sem de palavras necessitar. Estejas longe, estejas perto, estás por aí algures a indagar algo. Mesmo no silêncio que procuras é-te difícil sossegar. Eu sei. Não preciso de respostas. Aceito. 
Inspiras-me por vezes. Fazes-me bem. Tocaste-me a alma.
(Estás aí ?)

segunda-feira, 1 de junho de 2015



Já é dia. Levanta-te, abre a janela  cumprimenta o sol. Abre bem os olhos, não o fazes porquê ? há muita claridade, não dormiste tudo ? porquê ? pronto deitaste-te tarde... saíste ou ficaste a ver tv ? nada disso ? hummm (...) adormeceste no sofá ? ah ah ah cansaço de quê se não fazes nada ? Se não dormiste mais de manhã foi porque não quiseste, foi domingo ! dormes mal... deves ter muitas preocupações, deves. Dores no corpo ? estás velha !!! Chegas sempre atrasada ! (se chegas a horas ninguém repara) não tens relógio ??! Tens de te mexer mais, estás a ficar gorda. Compraste outros sapatos ? estás cheia de dinheiro ! Saíste cedo hoje... Estás mal disposta ? ninguém te fez mal ! Ri ! Sorri para toda a gente ! Não interessa se estás bem ou não, tens é de fazer com que os outros estejam bem ! Tens todas as razões do mundo para sorrires ! Se tiveres chateada, engole o sapo e não digas nada para não incomodar. Se implicam contigo nada melhor que oferecer um sorriso lindo porque realmente estás com vontade é de abraçares essa pessoa. Se te mandam à fava, vai - mas com um sorriso nos lábios ! e se te apetecer chorar, ri, sorri, dá gargalhadas altas até poderes dizer que estás a chorar de tanto riso ! Sê cínica e falsa. Se alguém te perguntar (por conversa, por hábito...) se estás bem, diz sempre que sim não vá a pessoa poder ficar preocupada contigo. Finge. Finge todos os dias. E não te esqueças. Sorri.
(Bah !)